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Angola

República de Angola

Atlântico, planalto e o alto Zambeze

AOAngolaLuanda12,3°S · 17,6°L
População
36 milhões
Área
1.246.700 km²
Densidade
28,9 hab./km²
Capital
Luanda
Expectativa de vida
62,1 anos
Urbanização
68%

Território

Angola vira as costas para o Atlântico e sobe a um planalto interior que drena tanto para o oceano quanto para o Cubango e o Zambeze. Luanda concentra gente e porto; o sul seca no Namibe.

Angola olha o Atlântico numa costa de mais de 1.600 quilômetros, da foz do Congo ao deserto do Namibe. Atrás da faixa litorânea sobe uma escarpa até o planalto central, o coração alto de Huambo e Bié, onde o ar esfria e as chuvas alimentam rios. O Cuanza corre para o oceano ao sul de Luanda; no leste, as águas já pertencem às bacias do Cubango–Okavango e do Zambeze. Cabinda, ao norte da foz do Congo, é um exclave separado do resto do país. O Morro de Moco, com 2.620 metros, é o teto do planalto.

Cerca de 36 milhões de pessoas vivem em 1,25 milhão de km², área maior que a da África do Sul e densidade bem menor que a da Nigéria. A urbanização chega a 68%, puxada por Luanda, uma das capitais que mais cresceram na África atlântica. O interior do planalto e o leste de miombo continuam mais vazios. A expectativa de vida fica em 62,1 anos. A corrente de Benguela esfria o mar e seca o Namibe, um deserto costeiro que Angola divide com a Namíbia. No comparador, o par com Moçambique é de oceanos opostos: um no Atlântico, o outro no Índico, os dois com planalto e Zambeze.

O clima tropical do norte e do centro tem estação úmida longa; no planalto as noites são frescas. No sul a chuva falha e o Namibe vira pedra e areia até o mar. O miombo cobre grande parte do interior, um bosque claro de Brachystegia que se repete na Zâmbia e em Moçambique. No leste, o Zambeze já é um rio de planície internacional antes de atravessar a fronteira. Angola ensina, melhor do que muitos mapas mentais, que um país atlântico pode ter metade das águas correndo para o interior da África austral, e não para o oceano que banha a capital.

Cultura no mapa

Luanda puxa o país para o porto e para a baía; o planalto de Huambo guarda outra densidade, mais agrícola e mais alta. No sul seco e no leste de miombo a ocupação é rarefeita. A geografia cultural acompanha a escarpa: quem vive no litoral não habita o mesmo clima de quem vive acima de mil e quinhentos metros.

Curiosidades

O que o mapa esconde

  • Cabinda é um exclave ao norte da foz do Congo, separado do restante de Angola pelo território congolês.
  • O deserto do Namibe é um dos mais antigos do mundo e chega ao Atlântico com névoa e pedra.
  • Parte das águas do planalto angolano corre para o delta do Okavango, que termina em Botsuana, sem chegar ao mar.
  • O Cuanza é o maior rio inteiramente angolano e desemboca no Atlântico ao sul de Luanda.